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Última Actualização: Quinta, 17 Maio 2012 - 09:00 GMT+00
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| Saúde | |||
| Escrito por Pedro Laranjeira | |||
| Quarta, 26 Maio 2010 01:00 | |||
![]() por Pedro Laranjeira Uma história sem história Foi há mais de catorze anos, no Hospital de S. José, em Lisboa. Um enfermeiro conversava com um grupo de médicos e contou-lhes que um seu amigo tinha formulado uma hipótese de terapia hipoteticamente aplicável a situações de esclerose múltipla, uma vez que utilizava uma tecnologia recente e equipamento acabado de inventar que, em teoria, continha, senão a cura, então (e ainda) considerada impossível, pelo menos uma nova abordagem ao tema. Curiosamente, embora o enfermeiro tivesse dito que o amigo estava disponível para expor a ideia, se lhes interessasse conversar sobre isso, a única pergunta que ocorreu ao grupo de doutores foi: - “Olha lá, esse teu amigo é médico?” Perante a resposta negativa, a reacção foi imediata... e definitiva: - “Ora bem, então isso não tem interesse nenhum!” Ciência ou fatalismo?... Desde então que me parece que, afinal, os “lobbies” da medicina não existem só nas áreas materiais, em envolvimentos de dinheiro e direitos (por exemplo, a farmacopeia convencional pode usar inúmeras plantas que são proibidas no mundo dos medicamentos e produtos naturais), mas também nas áreas intelectuais. Só um “lobby” intelectual pode justificar a presunção de que qualquer coisa fora das suas linhas não presta de certeza! (...que dizer dos egípcios, dos maias, das antigas sabedorias do oriente ou doutras de que não nos tenham chegado vestígios?) Copérnico e Galileu também falaram fora dos cânones sagrados da suprema sabedoria de então – um foi imolado por isso, outro obrigado, para se salvar, à vergonha de um juramento que sabia falso. Seria sensato pensar – digo eu... (mas quem sou eu, que também não sou médico) – que perante a tragédia de uma doença incurável que faz sofrer e mata (Zeca Afonso que no-lo recorde), qualquer ideia nova que aparecesse, mesmo que aparentemente idiota, deveria ser, pelo menos, estudada... Se fosse idiota, ficava-se por ali, seria como uma das “duas mil maneiras que Edison descobriu de não fazer uma lâmpada”... mas se fosse tão elementar como o ovo de Colombo ou a Teoria da Relatividade e de repente abrisse uma janela possível...? Mesmo um médico, qualquer médico, concordará que, por mais improvável que seja alguém descobrir a cura para a Esclerose Múltipla, impossível não é ! Só não aconteceu ainda... mais uma razão para não deitar para o lixo, sem ler, o poema que até pode ser mal rimado, mas só se sabe depois de o ler - não “porque o autor é analfabeto”... António Aleixo era-o e vê-se o que nos deixou! Um registo na poeira dos arquivos Portanto, o amigo do enfermeiro do Hospital de S. José, ao ouvir a história, fez o que lhe pareceu mais sensato, para não ter que sujeitar-se à douta “Inquisição” dos médicos do Século XX: enviou à Direcção Geral de Espectáculos (que era quem, em Janeiro de 1996, procedia ao Registo de Obras) um original do seu texto, que foi oficiado com o número 418/RRC/SR e deu origem ao “Registo nº 138” da Repartição de Registo e Controlo da Direcção Geral de Espectáculos, em 5 de Março de 1997. Lá permanece, desde então, tão oficial como inútil. Também inútil pode ser publicá-lo hoje, onze anos depois, ou mesmo idiota pela sua própria natureza, mas num país onde a comunicação social faz páginas compactas e tempo de televisão sobre a entorse de um ponta-de-lança e a sequente terapia com o massagista, será injustificado publicar um texto sobre uma doença incurável, mesmo com o risco de ser idiota...? Não sei, mas não resisti à tentação: as hipóteses valem o que valem... portanto aqui fica, com autorização do autor, o Registo DGESP 138 - 5/3/1997, intitulado: “Análise e Opiniões sobre a Doença Denominada Esclerose Múltipla” Quando se diz, como é habitual em medicina, que a Esclerose Múltipla... “ NÃO é susceptível de prevenção ou curável ...por enquanto! ... “ devemos entender dois pontos essenciais:
“Não há doenças, há apenas doentes!” Hipócrates, 460-377 A.C.
Sem intentar divagações em campos de medicinas alternativas ou outras formas de conhecimento, ocorrem-me alguns pontos de meditação, que enunciarei. A Esclerose Múltipla A esclerose múltipla é basicamente caracterizada pela deterioração da mielina que recobre o axónio; a mielina é uma substância quase inteiramente constituída por matéria gorda e proteica, substituída por tecido cicatricial na situação de esclerose. Assim, seria de supor que bastasse estimular a regeneração da mielina para ultrapassar o problema, à semelhança do que sucede com uma ferida, ao longo do processo de cicatrização. O óbice, porém, consiste em não se conhecer um produto ou técnica eficaz que provoque a regeneração da mielina. Portanto, resta-nos não esquecer o único agente ao nosso alcance que, se é capaz de produzir mielina, é também capaz, senão de a regenerar, pelo menos de voltar a produzi-la: o corpo humano ! Sabe-se que um corpo com esclerose múltipla não se costuma mostrar capaz, por si só, de o fazer. Assim, o corpo precisa de ajuda! Será possível?... Não sei! Mas sei que vale a pena, ao menos, ponderar um novo ângulo de abordagem – a tecnologia existe, patenteada pelo terapeuta belga Jacques Caluwé, que a apresentou pessoalmente aos portugueses em 13 de Novembro de 1993, em Sintra... e o equipamento até está à venda em Portugal! TERAPIA Sugiro a aplicação da Lei de Arndt-Schulz (1985) - baseada nos trabalhos de Rudolf Arndt (1835/1900) e Hugo Schulz (1853/1932) - sobre a influência das microcorrentes de baixa voltagem na regeneração tecidular. Está estabelecido, a título de exemplo e entre outros efeitos, que o desenvolvimento do Trifosfato de Adenosina (ATP) aumenta mais de 400% sob estímulos inferiores a 500µA e o transporte dos ácidos aminados aumenta quase 40% sob 100/400µA (Cheng, 1982). As microcorrentes são conduzidas pelas Bainhas de Glia das Células de Schwann, o que as coloca no local exacto da afecção - o seio da capa de mielina - e existem já provas concludentes do seu efeito na regenerescência e cura dos tecidos, sob certas condições. Sugiro, pois, uma terapia de Estimulação Eléctrica Neuromuscular por Microcorrentes, assim aplicada:
NOTA: Apesar de se obterem excelentes efeitos analgésicos imediatos com amperagens de 300/400uA e frequência de 3 Hertz, que estimulam a formação de endorfinas, o efeito cumulativo dos resultados e, portanto, a cura definitiva ou a longo prazo, é muito maior com os parâmetros aconselhados. Pode variar-se a frequência de emissão segundo a área muscular sob estímulo, mas nunca baixando de 0,3Hz ou excedendo 0,9Hz. É imprescindível resistir à tentação de usar valores de intensidade e frequência maiores que o aconselhado: o aumento destes parâmetros diminui o valor dos resultados.
NOTA: Deverão poder começar a detectar-se resultados, nomeadamente ao nível de melhoramento da coordenação motora e funções de memória, logo durante a primeira série de 5 dias As Microcorrentes têm um efeito cumulativo, pelo que estes tratamentos podem repetir-se tantas vezes quantas necessário e durante todo o tempo que se entender.
NOTA: Estes tratamentos podem ser aplicados a pacientes recém-diagnosticados ou já com anos de esclerose múltipla, mesmo apresentando lesões profundas e aparentemente irreversíveis.
NOTA - Deve aplicar-se um revestimento humidificado ou um gel condutor sobre os eléctrodos. Evitar a manipulação directa das zonas da faringe e laringe, bem como dos olhos e o seio carotídeo. Durante o período menstrual, evitar manipulações na proximidade dos órgãos genitais. De um modo geral, reduzir para metade os tempos de transmissões transcerebrais, embora mantendo os parâmetros de valores. CONCLUSÕES: As reacções individuais à aplicação de microcorrentes variam por vezes muito de pessoa para pessoa, pelo que o terapeuta deve vigiar o doente e adaptar-se à percepção dos resultados. No entanto, a frequência das correntes deve situar-se sempre entre os 0,3 e os 0,9Hz e a intensidade entre os 10 e os 90µA, podendo apenas ser aumentada em situações pontuais em que se desejem efeitos analgésicos imediatos, mas nunca ultrapassando os 300µA e os 3Hz. Deve ser administrada Massagem Manual completa após cada sessão. ATENÇÃO - Esta prescrição não deve aplicar-se a doentes cancerosos, pois estimularia as células neoplásicas. Também não pode usar-se em portadores de "pacemaker" ou mulheres grávidas. CONSELHOS COMPLEMENTARES EXERCÍCIO O doente deve escolher e praticar uma forma de exercício físico suave, que dure pelo menos vinte minutos e em que repita continuamente o mesmo movimento, sem alteração de ritmo ou de esforço. Uma vez eleita esta forma de exercício, o doente deve fazê-la todas as manhãs em jejum, de preferência frente a uma janela aberta ou ao ar livre, mas nunca no mesmo aposento onde dormiu. Quando possível, deve caminhar diariamente e sem interrupção durante pelo menos vinte minutos, num piso regular e sólido, não forçando a marcha e evitando o cansaço. Antes da última refeição do dia, deve repetir o exercício com que iniciou a manhã. Estas práticas devem manter-se regularmente, ainda que o doente sinta melhoras radicais ou mesmo uma recorrência completa dos sintomas. HÁBITOS PROIBIDOS O doente deverá abandonar por completo e para o resto da sua vida as seguintes práticas: Fumar - qualquer tipo de tabaco e por qualquer processo Expor-se directa ou parcialmente ao Sol, na praia, entre as 11 e as 16 horas. Passar mais de 2 horas seguidas em ambientes viciados, como Discotecas, automóveis em que viagem fumadores, escritórios ou aposentos pequenos sem ventilação, retretes, cozinhas, etc. Usar peças de roupa que dificultem a circulação, ou roupa interior feita com fibras sintéticas. Dormir com relógio, anéis, jóias, cuecas, ou "soutien". Consumir qualquer tipo de drogas estimulantes, entorpecentes ou alucinogénicas. Usar aquecimento interior na cama, depois de se deitar, ou aquecedores junto aos pés e costas. HÁBITOS OBRIGATÓRIOS Se "tomar banhos de sol", fazê-lo apenas ao princípio da manhã ou fim da tarde, sempre por períodos muito curtos e em completa nudez, sem chapéu, óculos, sandálias, jóias ou outros adereços. Não usar qualquer bronzeador ou protector - hidratar a pele com um óleo neutro de bebé. Evitar os cosméticos de todo o tipo, incluindo os feitos de produtos naturais. Nunca passar mais de 3 dias sem um banho completo e utilizar um sabonete de argila. ALIMENTOS PROIBIDOS Todo o tipo de bebidas alcoólicas ou gaseificadas e café. Açúcar branco refinado, vinagre e doçaria comercial. Todo o tipo de cadáver de mamífero e peixe com pele. Alimentos fritos e excesso de gorduras, animais ou vegetais. Conservas e especiarias - usar o mínimo tolerável de sal (ou nenhum). Alimentos muito quentes ou muito frios, incluindo "gelados" ALIMENTOS DIÁRIOS OBRIGATÓRIOS Fruta fresca e sumos naturais de frutos. Salada feita com vegetais crus. Máxima variedade possível de legumes, crus ou cozinhados (de preferência em vapor). Leite (sempre natural ou morno) e chocolate negro de cozinha (pouco). Cereais integrais, pão integral e arroz integral. Se comer peixe: sempre grelhado ou cozido (de preferência em panela de pressão) e sem pele. Água (de preferência mineral sem gás) - nunca saída do frigorífico. MEDICAÇÃO
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