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Última Actualização: Quinta, 17 Maio 2012 - 10:00 GMT+00
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| Escrito por Pedro Laranjeira | |
![]() A POESIA É UMA ARMA CARREGADA DE FUTURO Quando já nada nos resta mas ainda assim sabemos que estamos vivos de esperança mesmo quando derrotados desdobramo-nos em forças de um cego instinto que temos vamos à besta de frente e lutamos ferozmente a recusar ser domados Quando o fantasma da morte nos mergulha no olhar nascem asas de coragem pra confessar as verdades caem por terra segredos que já não são de ocultar e partilhamos sensíveis, mesmo quando são terríveis, amorosas crueldades A poesia para o pobre é poesia necessária como o pão de cada dia como o ar que respiramos treze vezes por minuto com pulmões desidratados e na voz a asfixia de gritar por liberdade e mesmo antes da idade ser negro do nosso luto Porque vivemos aos tombos e tropeçamos nos ossos dos oprimidos do mundo os poemas que inventamos não podem ficar só nossos ou vamos bater no fundo… ou vamos bater no fundo! Amaldiçoo a poesia concebida como um luxo cultural de parasitas que lavam as mãos de tudo, corrompidos de vileza Amaldiçoo a poesia dos falsos iluminados a parir coisas malditas enquanto nos vão sugando e pouco a pouco engordando, a apodrecer de riqueza É para os fracos que canto e em cada verso que invento faço arma da poesia e grito ao meu próprio jeito o sopro de um novo alento e este sopro alimenta a poesia-ferramenta que agora te aponto ao peito Não são versos bem medidos nem o poema obra-prima são palavras de revolta por tudo nos ser tão duro Pega nelas, segue em frente, faz a tua própria rima mas meu irmão, fá-la já, com a arma aqui está, carregada de futuro Porque vivemos aos tombos e tropeçamos nos ossos dos oprimidos do mundo os poemas que gritamos não podem ficar só nossos ou vamos bater no fundo… ou vamos bater no fundo!... ![]() ( Pedro Laranjeira ) esta é uma tradução livre do poema de Gabriel Celaya “La poesia es un arma cargada de futuro”
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