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Última Actualização
Última Actualização: Terça, 21 Fevereiro 2012 - 09:35 GMT+00
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| Escrito por António Justo | |||
| Quinta, 21 Outubro 2010 19:05 | |||
![]() ![]() UNIÃO EUROPEIA REDESCOBRE AS MÃES E A FAMÍLIA Nova Legislação de Protecção na Maternidade e na Paternidade António Justo, na Alemanha O Parlamento Europeu acaba de decidir, em primeira Leitura, que as medidas de protecção na maternidade se elevem para um mínimo de 20 semanas. Além disse prescreve a proibição de horas extraordinárias para as mulheres durante a gravidez e durante o tempo de amamentação. Também o prazo de despedimento é aumentado de 6 meses. No caso de infracção contra a lei de protecção à mulher a prova de demonstração passa a ter de ser feita pelo patronato. Numa tentativa de incrementar a natalidade o Parlamento quer que a mãe tenha direito a ficar em casa, junto do filho durante um mínimo de 20 semanas com ordenado completo e o pai com duas. As duas semanas de férias para o pai têm de ser pagas por completo. Além disso os pais que reivindiquem as férias estão protegidos de despedimento durante 6 meses. Esta versão aprovada pelo Parlamento Europeu contará com o contra-vento dos lobistas e do Conselho de Ministros, até ser definitivamente aprovada na segunda versão parlamentar. A Alemanha, que tem um sistema de 14 semanas de protecção à maternidade, tempo este acrescido do “tempo dos pais” que pode ir até 3 anos, viu o seu modelo contemplado pela decisão parlamentar. O modelo alemão corresponde já à regulamentação das 20 semanas. Numa Europa que tem reduzido o cidadão apenas à qualidade de indivíduo, visto apenas como força económica, desempregado e reformado, surgem, com atraso, medidas de protecção à família até agora estiolada por uma política orientada pela ideologia da geração 68. Longe da sociedade, a política deixava a procriação sobretudo ao cuidado da classe baixa e dos estrangeiros. O envelhecimento drástico da sociedade europeia e problemas de imigração obrigam os tecnocratas da União Europeia a criar directivas para toda a Europa. A Europa precisa de futuro e este passa pelas crianças e pela família. A política vê-se agora obrigada a intervir e a regular o que o instinto antes da segunda guerra mundial determinava e a nação defendia, através da defesa da família procriadora. A Ciência reconhece, já tardiamente, que a redução da mãe a força de trabalho em completa disponibilidade para a produção meramente económica deu maus resultados: não só em termos e redução da natalidade mas também por se verificar que crianças abandonadas a infantários até aos três anos são danificadas no seu desenvolvimento psicológico. Muitos problemas de vícios e manias dos jovens e adultos têm a ver com a separação demasiado cedo dos pais. Práticvas de regulamentação da protecção na maternidade nalguns países: Na Alemanha, a mãe tem direito a 14 semanas de férias na maternidade (6 semanas antes do nascimento e 8 depois) pagando-lhe a Caixa de Previdência 13 euros por dia, assumindo o patronato a diferença que faltar para a completação do ordenado líquido. Para lá deste período há regulamentação que continua a proteger a família. Por isso, na Alemanha, as crianças permanecem mais tempo junto da família, antes de serem entregues ao jardim-escola. Na Dinamarca a mãe tem direito a 18 semanas e o pai a duas. Segundo os ordenados, têm direito a um máximo de 439 euros por semana. Em Estland a mãe goza 140 dias de férias com direito ao ordenado completo. Na França goza 16 semanas com um subsídio que vai de 8,09 a 67,36 euros por dia, conforme o ordenado. Na Inglaterra e Irlanda são 26 semanas. Continuam a receber o ordenado desde que tenham trabalhado anteriormente durante, pelo menos 15 semanas, no mesmo patrão. Em Portugal a mãe trabalhadora tem direito a 120 dias de protecção. A nova legislação para a União Europeia, uma vez legitimada, obrigará a maior parte dos 27 países europeus a remodelar a sua legislação e a disponibilizar mais dinheiro para as famílias.
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