Pesquisa
TRANSLATE - TRADUZIR
online translation is not yet perfect, please allow for some differencesArtigos por Temas
Informações
Livros Free Zone
Leitores por País
![]() | 100% | (11860) |
Quem está aqui agora
Temos 101 visitantes em linhaEstatísticas da Revista
| Total de Leitores: | 11860 |
| Total de páginas lidas: | 140019 |
¨ Início de Publicação ¨
1 de Março de 2010Os 100 Artigos + lidos
- PRÓSTATA sem cirurgia
- NUDISMO vs NATURISMO
- NATURISMO
- CÃES PERIGOSOS
- Prostituição: carta aberta
- 15 Milhões p/NATURISMO
- Encontro de Naturistas
- Encontro de Naturistas
- ESTATUTO EDITORIAL
- CTT: UMA VERGONHA !
- Deficiência mental...
- GRÂNDOLA Vila Morena
- Proposta de Lei Naturista
- Depoimentos fibromiomas
- DISPO-ME EM PÚBLICO
- ÚTERO sem cirurgia
- Charros SIM Tabaco NÃO
- Naturismo no Parlamento
- AMOR DE PUTA
- Reportagem 25 de Abril
- 25 de Abril, há tantos anos
- Prostituição: Porta Saída
- Alentejo centro do mundo
- Professora toda despida
- 15M€ FOR NATURISM
- Eutanásia de «costumes»
- "ROADY"... jamais
- "A Senhora de Ofiúsa"
- Dieta Bandeira Portugal
- Kits Educação Sexual
- Encontra-a-Funda na Pica
- BULLYING SEM SOLUÇÃO
- Votação e Matemática
- ESCLEROSE MÚLTIPLA
- A POESIA É UMA ARMA
- Praia do Barranco
- Os veículos dos políticos
- A CIGARRA E A FORMIGA
- NATURISMO e Políticos
- Nova Lei Naturista
- (IN)definião de liberdade
- Museu Biblioteca
- SÃO APENAS SEIOS
- PRÓSTATA: NOVIDADES
- NUVEM DE FUMO
- OS FILMES DO MOMENTO
- CRUDIVORISMO
- MADEIRA 2010, tragédia
- Educação Sexual Escola
- QUESTÃO DE BITOLA
- PASSEIO NO VOUGUINHA
- Lei Naturista 29/94
- Uma doença escondida
- SIC - Notícia 3.4.2010
- DITADURA da Informação
- COISAS DO PORTUGUÊS
- NÃO, Senhora Ministra !
- CHAMO-ME MARTA...
- ILHA DE GOREIA
- ZECA filho da madrugada
- A guerra e os sem abrigo
- Alhambra Sonho Andaluz
- Educação Sexual
- A ARTE DO NU
- Lei Naturista 53/2010
- ÁGUA, medicina natural
- A Professora Bruna
- Pedro Laranjeira na RTV
- Lei Naturista APROVADA
- CARTA de trás da Serra 1
- SAÚDE, a maior riqueza
- CORAGEM MADEIRA !
- INFO ALTERNATIVA
- Torna-te naquilo que és
- PEC, Bah!...
- CGD: despesas de conta
- IMPOSTURA GLOBAL
- SUBMARINOS
- ELEGIA À MULHER
- PÃO COM ALMA
- Aniversário Pensadores
- Cartoon Raim - Evolução
- FUNCHAL JAZZ 2010
- Demagogia pura e dura
- Projecto de Lei Naturista
- VENTO DE MUENDE
- Frases soltas da crise
- AS MENTIRAS DA NET
- Cimeira de desarmamento
- ROCK IN FÁTIMA
- PENSADORES HÁ 4 ANOS
- PALMA INÁCIO
- Entrevis. Pedro Laranjeira
- Ser Diferente, ser Igual
- Mentiroso, Coxo, Zé Povo
- NA-TURISMO
- MOMENTO DE POESIA
- CARTA de trás da Serra 2
- O Preço dos Combustíveis
- CARTOON by Raim - PEC
Colabore na Free Zone
Se tiver fotos ou videos de algum assunto a que tenha assistido e que ache interessante publicar, envie por email para
Última Actualização
Última Actualização: Quinta, 17 Maio 2012 - 09:00 GMT+00
|
|
| Opinião | |||
| Escrito por Ten. Coronel Brandão Ferreira | |||
| Sábado, 07 Agosto 2010 00:10 | |||
![]() ![]() “OS CHUMBOS QUASE NUNCA SÃO BENÉFICOS” : Machadada Final no Ensino Ten. Coronel Brandão Ferreira “De pequenino é que se torce o pepino” adágio popular A frase que encima o título resume a entrevista que a Srª Ministra da Educação (melhor seria da instrução, já que a educação dá-se em casa…), deu ao Expresso de 31 de Julho. Por ele ficámos a saber que está a pensar fazer mais uma reforma do ensino, a juntar às já incontáveis que ocorreram nos últimos 35 anos. Este parece ser o golpe de misericórdia que faltava no inenarrável edifício da 5 de Outubro, onde se despeja anualmente euros às pazádas (mais de um bilião de contos/ano, nos últimos anos!). De facto, o modo como se abordou a questão mata à nascença qualquer hipótese de conteúdo positivo que a ideia contivesse. Pensem bem e recuem aos tempos em que estudavam: se por acaso aparecia um professor a dizer “esta e aquela matéria não vem para o ponto”, o que é que 99% dos alunos fazia? Isso mesmo, arrumava os livros referentes à matéria apontada e nunca mais pegava neles. O que a Srª Ministra veio dizer foi isto: nenhuma matéria vem para o ponto; melhor, já não há ponto… isto numa altura em que quase já não há exames… Estão a ver não estão? Dando outro exemplo, é como querer que exista Exército e acabar com o RDM e o CJM (Regulamento de Disciplina Militar e Código de Justiça MIlitar) – e bem têm tentado fazê-lo! Outro erro de monta é andar constantemente a invocar o que se passa nos outros países para que nos sirva de exemplo, nomeadamente os famigerados congéneres europeus. Ora isto é outro disparate desconforme. Não que não se deva estudar o que por lá se passa para, com as devidas adaptações, as implementarmos, caso se mostrem adequadas. Agora decalcar coisas de realidades diferentes com meios diferentes e, sobretudo, gente diferente, não é adequado nem sério. O sistema de ensino tem que ser adequado à nossa idiossincrasia, à nossa cultura e aos nossos costumes e tradições e estudado por quem conheça bem os que “de luso ou lisa, filhos foram, parece, ou companheiros”, no dizer de Camões. Aliás, não é apenas o sistema educativo que deve tal reflectir: tudo o resto que enforma a sociedade o deve ter em conta, a começar no sistema político, no modo de gerir empresas, comandar homens em combate, ou treinar a selecção de futebol. E já agora, no campo legislativo, pois temos que fazer leis para as pessoas pela simples razão de que não se podem fazer pessoas para as leis… Parece, à primeira vista, que quem não entenda isto, sofre de profunda estupidez. Mas isto apenas se aplica a uma pequena percentagem da população, até porque tal tem a ver com o bom senso que é o senso comum de todos; haverá uma larga maioria que não tem informação ou conhecimentos suficientes para entender determinadas coisas – aliás a maioria dos assuntos – ou pura e simplesmente as coisas passam-lhes ao lado. Sem embargo, há, estou certo, minorias que sabem muito bem o que andam a fazer, uns porque acreditam piamente, outros porque é politicamente correcto e ainda uns quantos que estão ao serviço de determinadas ideologias ou interesses. A classe politica entra, seguramente, na sua esmagadora maioria, dentro deste último âmbito. Ora isto de andar com as criancinhas ao colo, pôr os direitos à frente dos deveres (acabar mesmo com estes…), desresponsabilizar os delinquentes, relativizar tudo, atacar regras, hierarquias, conceitos e referências; confundir o Mal com o Bem e mais uma quantidade de ideias verdadeiramente subversivas da sociedade e do correcto convívio entre humanos, representam conceitos político-ideológicos que ainda derivam da Revolução Francesa, a que se veio misturar o lixo anti doutrinário do pós Maio 68, em França. Junte-se a isto doses q.b. de demagogia – doença infantil da Democracia – a que qualquer governo/partido que não olhe a meios para se manter no Poder, usa e abusa, e temos uma amálgama explosiva que rebenta com qualquer nação digna desse nome. Mesmo aquelas que nasceram no século XII e ganharam maioridade no século XIII/XIV… Não é senhora ministra? Já não lhe chegava (e aos seus antecessores), a chusma de passagens administrativas; os exames faz-de-conta; as novas oportunidades; a babilónia de cursos; a indisciplina de todos; o granel nas carreiras e nas avaliações de professores; governarem para as estatísticas; a luta perdida contra o abandono escolar e mais um ror de coisas que uma resma de papel A4 não chegava para explicitar… e ainda quer acabar com os chumbos? O resultado de tudo isto é os jovens portugueses andarem há mais de 30 anos a chegar ao mercado de trabalho, na sua maioria, analfabetos encartados, sem estarem minimamente preparados para a vida – que é dura e não fácil – fisicamente definhados, civicamente meio cegos, intelectualmente diminuídos, tecnicamente mal apetrechados e moralmente baralhados. E a senhora ministra pretende é que ninguém chumbe? Ou é de propósito para terem cidadãos acríticos, mansos e fáceis de enganar? Os jovens de hoje, não são piores nem melhores que as gerações que os antecederam, mas têm sido pessimamente orientados e enquadrados. Até acabaram com o serviço militar obrigatório… Por isso senhores governantes finem de vez com essa treta idiota de que toda a gente nasce igual ou é igual, pois toda a gente é diferente e cada um tem que fazer o seu percurso. Deve é tentar-se que todos tenham as mesmas oportunidades, mas isso joga-se noutro campeonato. Deixem de meter na cabeça das pessoas que todos podem ser licenciadas em qualquer coisa. Isso representa uma irresponsabilidade e uma impossibilidade. Ainda não perceberam que não há boas ou más profissões (e todas são necessárias!) mas sim bons e maus profissionais? Que não interessa haver muitos licenciados, mestrados ou doutorados, mas sim bons, em que o canudo corresponda às aptidões e ao saber? Os outros só lá estão a atrapalhar. Sabe, senhora ministra, no que dá todo este descalabro? Eu digo-lhe: no campo individual, quando alguém abandonar a escola e for à procura de emprego, vai ter que aí demonstrar o que sabe e fazer os exames necessários que não fez (e devia ter feito) durante a sua vida de estudante. Sabe porquê? Porque as empresas precisam de ter lucros ao fim do ano e não se podem dar ao luxo de contratar gente incompetente para a função. Ora isto vai ser muito doloroso para quem tem vinte e tal anos e não está preparado para a vida – de pequenino é que se torce o pepino – e muitos não vão conseguir emprego, ou preencher as expectativas que criou ou lhe criaram, com as frustrações inerentes e que não são quantificáveis. Finalmente, os mais aptos, que conseguiram por mérito próprio, ou por bom conselho parental (e tiveram posses para isso), escapar a este marasmo, ao verem-se atolados no pântano que leva três décadas de apodrecimento, não descansam enquanto não abandonam o país. Em termos colectivos, o desastre da educação – que gera efeitos para toda uma vida – vai condenar o futuro de Portugal e dos portugueses. Por isso, senhora ministra, sorria menos e pense melhor. E já agora diga-nos em que escolas estudam os seus filhos e netos, se os tiver. É só para percebermos se o que a senhora diz coincide com o que a senhora faz.
|
Portugal







