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1 de Março de 2010Os 100 Artigos + lidos
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Última Actualização: Quinta, 17 Maio 2012 - 09:00 GMT+00
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| Opinião | |||
| Escrito por Joffre Justino | |||
| Terça, 27 Julho 2010 23:50 | |||
![]() UM PEDIDO DE DESCULPAS QUE NÃO ACONTECE Joffre Justino Um Pedido de Desculpas que não Acontece… Nem dos Jornalistas Envolvidos, nem da Embaixada britânica em Lisboa! Reconheçamos que não é difícil aceitar que a derrota eleitoral nas Europeias, a perca da maioria absoluta nas Legislativas e a redução de votos nas Autárquicas, tiveram como razão a campanha sistemática, na comunicação social, contra o PS e o seu leader, Eng. Sócrates, e boa parte dela centrada no caso FREEPORT, o cerne da Campanha Anti Socialistas, Anti PS e Anti Sócrates. Foram meses a fio de uma lavagem ao cérebro sobre o eleitorado com as mais infindáveis estorietas, em volta deste malfadado FREEPPORT, todos nos lembramos disso. Nesta lavagem ao cérebro, houve uma parte de maldade pura, denominada de “marketing político”, como se este conceito tivesse culpa do uso que teve. Mas houve uma outra parte, faço por acreditar, em consciência, resultante da crença, por parte de alguns jornalistas, que assentava na tese do envolvimento do leader do PS neste “caso”. Facto alimentado por um tal “Serious Fraud Office”, instituição britânica que tudo fez para, claramente, defender os corruptores, britânicos, não se importando, com esse objectivo, de lançar a lama sobre um primeiro ministro europeu, o português. Bem, está provado – estivemos a conviver com uma escabrosa mentira, meses a fio. Quem paga então as implicações dessa Campanha anti PS, anti Sócrates? Morrerá a culpa sem culpa porquê? Porque envolve um país que ainda hoje se entende potência e, xenófobo que é, sempre o foi, entende o Resto do Mundo como sua quinta? Porque envolve uma classe profissional que faz, controla, a Informação, e porque o todo se recusa a acusar a parte, aquela parte que faz da Informação propaganda? Não poucos media informam os seus leitores da existência, entre eles, de um Código de Ética, e, aliás, toda esta classe profissional se orgulha da sua ética, profissional, a toda a hora. Falando vezes sem conta da sua “Deontologia Profissional”. O país vive uma significativa instabilidade, em pleno período da maior crise de sempre, a nível internacional e nacional, porque a comunicação social foi utilizada enquanto instrumento de propaganda meses a fio contra os socialistas, contra o PS, contra o Eng. Sócrates e dessa propaganda resultou uma perca de votos significativa para o PS, sem proveito para ninguém diga-se. Ao contrário do esperado pelos propagandistas. Como sucederá o mesmo em próximas, e próximas, e próximas eleições. Porque os e as portuguesas são Pessoas de bom senso e sabem distinguir a verdade das propagandas sistemáticas que nos infectam de mentirolas. Entretanto, o que na verdade acontece é que os media tendem crescentemente a serem esquecidos nas despesas de consumo das famílias que, sobretudo no que à Informação diz respeito, a ridicularizam cada vez mais. Por tão falsa que chega a fazer dó. Mas não é por acaso que Portugal é o país de menores audiências relativas e absolutas da União Europeia. Enfim, paga o justo pelo pecador e nos media quem trabalha com seriedade não vê recompensa justa do seu trabalho, porque está envolvido em um tal manto de mentirolas, que o sector em si não gera receitas capazes de o transformar em um sector dinâmico, inovador, capaz de rejeitar o mero “copismo de programas” internacionais, feitos da mais baixa moral que se pode aturar. E, portanto, capaz de gerar Profissões que dêem satisfação, como já foram as profissões dos media em tempos. Parece que “tem pai que é cego” e, curiosamente, as queixas que se ouvem do e no sector, quanto á sua rentabilidade, escapam quanto podem a procurar perceber as reais razões das poucas audiências, da redução do Mercado enfim, a pontos de até os jornais gratuitos “não pegarem” em Portugal. Ora, se os empresários do sector não se quisessem fazer “de cegos” teriam entendido que é possível sustentar-se em Portugal um jornal populista, (no caso o já respeitável CM, que nasceu com essa função e nela se mantém), mas já é insustentável a ideia de em Portugal só termos jornais populistas, arruaceiros, (o que não é caso do CM diga-se). Como não é possível imaginar-se que em Portugal só possam existir “Povos Livres”, jornais do PSD enfim. Ou TVI’s… OU RR’s… Ora se tal não é possível, convém que todos, empresários e profissionais do sector da comunicação social entendam, que não poderão sair, junto dos Socialistas, 1/3 do eleitorado no mínimo, 1/3 do Mercado enfim, com dignidade, sem que haja um visível pedido de desculpas – aos Socialistas, ao PS e ao Eng. Sócrates! – perante o caso FREEPORT. Dirão alguns “experts”, amanhã já todos se esqueceram. Mentira. O Mercado não esquece, limita-se a ignorar o Produto se ele não é bom. Daí as baixas Receitas que os media têm em Portugal. Pelo que seria, para que o Mercados e dinamize, para que o respeito mútuo se recrie, que nos media quem se envolveu no ataque aos Socialistas, ao PS e ao Eng. Socrates faça o que tem a fazer. O que faz qualquer Cidadã/ão – ter civismo e pedir desculpa quando erra. Não fazer de conta, tal qual criança birrenta apanhada em falta. A civilidade é uma virtude essencial na vivência comunitária. Que, aliás, se ensina. Em casa e nas escolas. Peçam pois Desculpas, é o mínimo, aos Socialistas, ao PS, e ao Eng. Sócrates. Não custa assim tanto ser-se Cívico.
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