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1 de Março de 2010Os 100 Artigos + lidos
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Última Actualização: Quinta, 17 Maio 2012 - 09:00 GMT+00
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| Opinião | |||
| Escrito por Magalhães dos Santos | |||
| Segunda, 12 Julho 2010 14:20 | |||
![]() ![]() HERESIAS ACERCA DA DIVINDADE DEMOCRACIA Magalhães dos Santos Sei… Sei que era o Churchill – pessoa a quem muito se deve, pessoa a quem não se deve tudo quanto ele poderia ter dado – que dizia que “a Democracia é o pior sistema de todos, se excluirmos todos os outros”. Já gostei muito desta frase, já lhe dei a minha admiração, a minha concordância. Depois… vi o sistema aplicado ao vivo no nosso País, diariamente o vejo. E começo – já comecei há bastante tempo – a pensar que a Democracia será realmente um bom sistema político… onde é, com povos cuja cultura e “feitio” não entra em colisão com os seus preceitos. Não vejo que a Democracia seja possível em África, por exemplo. Em certos, em muitos países da América Latina. Será que nos Estados Unidos da América do Norte… “aquilo” é Democracia?... E em Portugal… com tantas caraterísticas tristemente iguais ou semelhantíssimas às dos povos africanos, sul-americanos, estado-unidenses, a Democracia será viável? Alguma vez nos servirá? Alguma vez o povo Português tem ou terá as qualidades, o estofo de suecos, noruegueses, dinamarqueses, finlandeses, holandeses? Por mim… duvido! Dizia Napoleão que para se fazer um homem era preciso começar pela avó… Vemos isso no sistema educacional em vigor? Que jovens estamos a criar?... Que avós estão em germe nas cachopas de hoje, que, daqui a quarenta anos, vão ser vovós dos rapazes – e das raparigas! - de então? Que opinião nos suscita o comportamento dos partidos políticos do nosso leque partidário? Achamos que “os nossos” estão certos e que “os outros” é que são uns patifórios, que emperram o progresso do País? Mais importante ainda: do nosso Povo? Qual é a maioria que interessa ao Povo Português? Que nos interessa? A que vem dos votos, quantas vezes conseguidos através de promessas mentirosas, feitas quando os prometedores já sabiam que não poderiam cumpri-las? Ou a que vem do apoio a programas – fala-se agora muito (de mais, para o meu gosto) de “projetos” – suscetíveis de concorrerem para a melhoria do nível de via deste Povo há séculos tão vigarizado e tão martirizado? Acho que “esta” Democracia não serve ao povo que hoje somos. Acho que o povo que somos não está preparado para, nem agora nem nas próximas gerações, viver em Democracia. A mísera classe política emanada do pobre Povo que somos não ajuda nada a confiarmos, não é mata de onde saia peça de caça que valha a pena. Desativar! Desativar toda a bicharada que, desde 1960 se tenha alapado nas cadeiras do Poder, nacional ou regional! Que variante de Democracia nos servirá? Não será mais fácil encontrar, inventar, criar uma fórmula que se amolde às nossas qualidades, mas, acima de tudo, aos nossos defeitos? Evitando-os e contribuindo para, com o tempo, mas brevemente, os corrigir. Português que tenha hoje mais de trinta e cinco, quarenta anos já não é transformável, corrigível. Será possível transformar, corrigir, formar os que tenham menos do que essa idade? ……………………………………………………………………………… ![]() Aquando de uma conferência – interessantíssima e reveladora de grande lucidez mas talvez já menos memória – do falecido Prof. Emídio Guerreiro, fiz determinada pergunta. O conferencista, quando lhe repetiram o que eu tinha perguntado, interrogou o “intérprete”: - Um pessimista?... É provável que sim. A isso tenho sido levado.
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