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1 de Março de 2010Os 100 Artigos + lidos
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- Lei Naturista APROVADA
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Última Actualização
Última Actualização: Quinta, 17 Maio 2012 - 10:00 GMT+00
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| Escrito por Pedro Laranjeira | |||
| Quarta, 28 Abril 2010 01:30 | |||
![]() Joaquim Jorge em DIA DE FESTA 4 anos de Clube dos Pensadores… .. e o futuro começa agora... Festa-Debate em Gaia, com Luís Filipe Menezes, Diogo Feio e António Ribeiro O Clube dos Pensadores festejou quatro anos de idade e o salão do Gaiahotel não chegou para acomodar as pessoas, os convidados e comunicação social. É habitual e recorrente. Ao longo de 42 debates naquele espaço, ele foi “encolhendo” na razão inversa do interesse crescente que despertou. Houve mesmo ocasiões em que foi preciso abrir uma segunda sala e deixar as pessoas assistir por circuito fechado de televisão. Agora, o clube já faz também a transmissão online através do seu blogue, numa oferta a ajustar-se à procura. O êxito da iniciativa de Joaquim Jorge deve-se, essencialmente, a dois factores: ![]() O primeiro e, na minha óptica, o mais importante, pende-se com o facto de ser uma experiência ímpar na sociedade portuguesa, um espaço único de debate aberto e livre pensamento, onde a informação é verdadeiramente “alternativa”, sem meias palavras ou encobrimentos, onde todos os bois são chamados pelos nomes e não há censura de intervenções ou conteúdos. É um espaço polémico e controverso, sem preocupações do “politicamente correcto”, com respeito por todas as ideias e onde os protagonistas não usam títulos. O segundo tem certamente que ver com a qualidade dos convidados e o pluralismo com que Joaquim Jorge os escolhe. Numa sociedade onde faz cada vez menos sentido definir as coisas em termos de “direita” ou “esquerda”, por ali têm passado membros de todos os quadros políticos e ideológicos, do CDS ao MRPP, da Quercus à Liga de Clubes, do PSD ao Bloco de Esquerda, passando pelo PS, da comunicação social à cultura… Já foram “Pensadores” do Clube nomes como Manuel Alegre, Paulo Portas, Luís Filipe Menezes, Manuel Maria Carrilho, Francisco Louçã, Pedro Santana Lopes, Carvalho da Silva, Guilherme Pinto, Marco António Costa, Manuel Serrão, Alberto João Jardim, António José Seguro, Manuel Monteiro, Narciso Miranda, Hermínio Loureiro, Ana Gomes, Vitor Baía, Francisco Ferreira, Ana Teresa Goulão, Ricardo Costa, Nuno Melo, Felícia Cabrita, Marques Mendes, Isabel Stilwell,, João Cravinho, Miguel Beleza, Medina Carreira, que partilharam ideias de política, desporto, educação, cultura, comunicação social, economia e ambiente. Tem havido momentos reveladores. Foi ali que Santana Lopes anunciou há três anos a sua rentreé política e foi ali que se percebeu que Luís Filipe Menezes iria conquistar o seu partido e, quiçá, chegar à liderança do país com ideias alternativas… o que não sucedeu mas podia ter sucedido… e esteve quase. Algumas vezes o Clube propôs um tema, outras foi decisão do convidado. Agora, ao completar quatro anos, não houve tema, mas um reencontro de habitués, com Luís Filipe Menezes, Diogo Feio e António Ribeiro, na mesa. Na sala, como convidados distintos, entre outros, Fernando dos Santos Neves, presidente da Universidade Lusófona, Paulo Morais, professor universitário, e muitos amigos de Joaquim Jorge, como José Maciel, Gomes Fernandes, Carlos Oliveira, Carlos Brito, Albino Almeida, João Mota, Luís Miguel, o internacional Folha e, claro, Mário Russo, co-fundador do Clube e presença inalienável.Guilherme Pinto, Presidente de Matosinhos, que também já recebeu o Clube na cidade, tinha um compromisso que não lhe permitia assistir ao aniversário, mas fez questão de lá ir, cumprimentar Joaquim Jorge. Foram lidas mensagens dos ausentes que não puderam ir, entre os quais, Garcia Pereira, Alberto João Jardim, Pedro Santana Lopes, Manuel Maria Carrilho, António José Seguro, António Filipe, Nuno Melo, Lino Ferreira, Francisco Ferreira, Rui Sá e Manuel Alegre. ![]() As televisões, as rádios e os jornais lá estavam, ávidos da frescura com que habitualmente se fala naquele espaço. É certo que não havia “tema”, mas logo se descobriu que o que menos nos falta neste nosso presente de dramas e incertezas é assunto de conversa, oportunidade de esclarecimento, janelas de ideias novas. Foi uma noite rica de tudo isso, deveras concisa na identificação dos males e no enunciado das soluções. Começou devagarinho e na brincadeira, com Luís Filipe Menezes a desenhar a dimensão do que são quatro anos, recordando que, desde que ali tinha estado pela primeira vez, passou a ouvir pior, a usar óculos, a levar apontamentos do que antes levava só na memória, avisando que, por tudo isso, “era previsível que estivesse também mais chato”… (Diogo Feio viria a associar-se com grande elegância a esta posição, dizendo que também ele, de cada vez que ali voltava, tinha menos cabelo). Passada a brincadeira, porém, sem transição, o autarca de Gaia fez um retrato implacável da realidade do país e o eurodeputado do CDS outro da União Europeia, que deixaram a plateia num silêncio atento do aluno que finalmente ouve os professores explicarem as coisas de tal forma que, de repente, fica tudo claro. Mas não foi o habitual discurso derrotista do abandono aos fados do destino, pelo contrário. Depois do terrível diagnóstico de toda a gravidade das doenças, a palavra foi de esperança, recuperação e cura. Falou-se, ouviram-se opiniões de todos os convidados, discutiram-se ideias e, finalmente, quando a palavra voltou à mesa, creio poder dizer que todo o salão sofreu um choque de surpresa. Estamos tão habituados a discutir o que está mal, que já quase nos esquecemos de como deixar de ser parte do problema e passar a ser parte da solução. Pois foi isso mesmo que ali nos foi ensinado – que o caminho era esse e o túnel tinha luz ao fundo. Nada no abstracto, soluções concretas, explicadas, ponto por ponto - fáceis, imediatas. Meia dúzia de frases que demoraram um décimo do tempo a dizer que o que demoraria a falar dos problemas. Foi um dos mais brilhantes e completos enunciados de propostas de uma via para o futuro a que assisti desde há muitos anos. Ficámos a saber que temos falta de um desígnio e essa deve ser a primeira conquista. Foram-nos dados exemplos de desígnio e de homens que o tiveram, com D. João II a ser o primeiro citado e o Marquês de Pombal a passar pela conversa, que não esqueceu que Portugal é, com a China, um dos estados-nação mais antigos da história civilizacional da humanidade. É preciso reencontrar um desígnio e, com ele, o caminho fica claro. Difícil, mas possível. E foram ambos apontados: o desígnio e o caminho. No fundo, é quase uma espécie de ovo de Colombo: toda agente sabe, mas ninguém pensou nisso… ou os que têm gerido a nação não querem, por “outras” razões... ![]() Independentemente do conteúdo, a própria atitude foi uma lufada de ar fresco neste nosso hábito de coitadinhos conformados. No fim, acenderam-se as velas dos quatro anos, cantaram-se os parabéns, o Joaquim Jorge cortou o bolo e a comunicação social não se cansou de fazer perguntas e obter respostas. Vamos esperar para ver quantas delas chegam a público, esperemos que muitas… Prova do interesse crescente que estes encontros têm vindo a despertar nos media viu-se logo à chegada, com um carro de exteriores da TVI parado à porta do Hotel. Durante o debate, a estação entrou por duas vezes em directo a partir dali. Quanto ao Clube dos Pensadores, alguém disse a Joaquim Jorge que não considerasse os quatro anos um mandato e seguisse em frente, porque há muito a fazer e o que está feito é bom.
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Agora, ao completar quatro anos, não houve tema, mas um reencontro de habitués, com Luís Filipe Menezes, Diogo Feio e António Ribeiro, na mesa. Na sala, como convidados distintos, entre outros, Fernando dos Santos Neves, presidente da Universidade Lusófona, Paulo Morais, professor universitário, e muitos amigos de Joaquim Jorge, como José Maciel, Gomes Fernandes, Carlos Oliveira, Carlos Brito, Albino Almeida, João Mota, Luís Miguel, o internacional Folha e, claro, Mário Russo, co-fundador do Clube e presença inalienável.

