Pesquisa
TRANSLATE - TRADUZIR
online translation is not yet perfect, please allow for some differencesArtigos por Temas
Informações
Livros Free Zone
Leitores por País
![]() | 100% | (11855) |
Quem está aqui agora
Temos 76 visitantes em linhaEstatísticas da Revista
| Total de Leitores: | 11855 |
| Total de páginas lidas: | 139868 |
¨ Início de Publicação ¨
1 de Março de 2010Os 100 Artigos + lidos
- PRÓSTATA sem cirurgia
- NUDISMO vs NATURISMO
- NATURISMO
- CÃES PERIGOSOS
- Prostituição: carta aberta
- 15 Milhões p/NATURISMO
- Encontro de Naturistas
- Encontro de Naturistas
- ESTATUTO EDITORIAL
- CTT: UMA VERGONHA !
- Deficiência mental...
- GRÂNDOLA Vila Morena
- Proposta de Lei Naturista
- Depoimentos fibromiomas
- DISPO-ME EM PÚBLICO
- ÚTERO sem cirurgia
- Charros SIM Tabaco NÃO
- Naturismo no Parlamento
- AMOR DE PUTA
- 25 de Abril, há tantos anos
- Reportagem 25 de Abril
- Prostituição: Porta Saída
- Alentejo centro do mundo
- Professora toda despida
- 15M€ FOR NATURISM
- "ROADY"... jamais
- Eutanásia de «costumes»
- "A Senhora de Ofiúsa"
- Dieta Bandeira Portugal
- Kits Educação Sexual
- Encontra-a-Funda na Pica
- BULLYING SEM SOLUÇÃO
- Votação e Matemática
- ESCLEROSE MÚLTIPLA
- A POESIA É UMA ARMA
- Praia do Barranco
- Os veículos dos políticos
- A CIGARRA E A FORMIGA
- NATURISMO e Políticos
- Nova Lei Naturista
- (IN)definião de liberdade
- Museu Biblioteca
- SÃO APENAS SEIOS
- PRÓSTATA: NOVIDADES
- NUVEM DE FUMO
- OS FILMES DO MOMENTO
- CRUDIVORISMO
- MADEIRA 2010, tragédia
- Educação Sexual Escola
- QUESTÃO DE BITOLA
- PASSEIO NO VOUGUINHA
- Lei Naturista 29/94
- Uma doença escondida
- SIC - Notícia 3.4.2010
- DITADURA da Informação
- COISAS DO PORTUGUÊS
- NÃO, Senhora Ministra !
- CHAMO-ME MARTA...
- ILHA DE GOREIA
- ZECA filho da madrugada
- Alhambra Sonho Andaluz
- A guerra e os sem abrigo
- Educação Sexual
- A ARTE DO NU
- Lei Naturista 53/2010
- ÁGUA, medicina natural
- A Professora Bruna
- Pedro Laranjeira na RTV
- Lei Naturista APROVADA
- CARTA de trás da Serra 1
- SAÚDE, a maior riqueza
- CORAGEM MADEIRA !
- INFO ALTERNATIVA
- Torna-te naquilo que és
- PEC, Bah!...
- CGD: despesas de conta
- IMPOSTURA GLOBAL
- SUBMARINOS
- PÃO COM ALMA
- ELEGIA À MULHER
- Aniversário Pensadores
- Cartoon Raim - Evolução
- FUNCHAL JAZZ 2010
- Demagogia pura e dura
- Projecto de Lei Naturista
- VENTO DE MUENDE
- Frases soltas da crise
- AS MENTIRAS DA NET
- Cimeira de desarmamento
- ROCK IN FÁTIMA
- PENSADORES HÁ 4 ANOS
- PALMA INÁCIO
- Entrevis. Pedro Laranjeira
- Ser Diferente, ser Igual
- Mentiroso, Coxo, Zé Povo
- NA-TURISMO
- MOMENTO DE POESIA
- CARTA de trás da Serra 2
- O Preço dos Combustíveis
- CARTOON by Raim - PEC
Colabore na Free Zone
Se tiver fotos ou videos de algum assunto a que tenha assistido e que ache interessante publicar, envie por email para
Última Actualização
Última Actualização: Quinta, 17 Maio 2012 - 10:00 GMT+00
|
|
| Escrito por Pedro Mota | |||
| Sexta, 02 Abril 2010 01:10 | |||
![]() Lisboa, a pérola partidaPedro Mota Entro em Lisboa pela porta grande, ou seja pelo rio. Assim de longe dá vontade de lhe perdoar…como se fora uma pessoa amada com quem queremos reconstruir as pontes partidas. ![]() A neblina que se evola do rio na manhã quente faz com que pareça flutuar por cima do manto de névoa roçagante ao rio. A sua alvura é tal que é como se alguém lhe tivesse atirado farinha para cima e assim ficasse a faiscar sob o Sol forte. Não admira que esta bela cidade tenha sido mãe de tantos poetas. É inevitável a comparação do excelente filme de Alain Tanner: “A Cidade Branca”. Às vezes os olhos estrangeiros vêm melhor o lado excepcional e raro das coisas a que nos habituámos por estarmos demasiado perto. Como em alguns quadros temos que nos afastar para ver melhor. Ao desembarcar começam os problemas. Demasiados tapumes, vedações, contentores e barricadas tapam o rio, que é a seiva da cidade, dos seus habitantes. Vêem-se poucas zonas de comunicação aberta entre o tecido urbano e o leito do rio. É como se a bela Lisboa tivesse a face velada por um horrível véu industrial…os senhores que acham que sabem tudo, vão ver por exemplo Barcelona e a sua relação com a água que a envolve… e aprendam uma lição de humildade para bem de todos, como eu, que amam Lisboa. As cidades são essencialmente as pessoas, as suas gentes são como o sangue que nelas circula e que as faz pulsar, são a sua alma e o seu espírito. As pedras, a arquitectura, a história, a rede viária…são o reflexo e a matriz gerada pela sua população, não ao contrário. O melhor de Lisboa não é o bairro do Castelo, nem Alfama, nem a graciosa patine das vielas tortuosas da Mouraria, não é Belém e os seus monumentos, não é o Rossio nem as avenidas…o melhor de Lisboa é a sua gente. Tratar bem uma cidade, começa por saber cuidar da sua gente. É com pesar que vou falar dos terríveis defeitos que tem esta, apesar de tudo, maravilhosa cidade…vou criticar por amor. Como tal, vou falar também de possibilidades de redenção e regeneração, pois queremos sempre o melhor para a coisa amada. E é possível se todos além da crítica e do fácil bota-abaixo se empenharem em arranjar soluções para harmonizar a cidade e os seus habitantes. É preciso pensar de forma global, sim é preciso, mas não basta, é preciso agir de forma local em coerência. Os Homens que têm os pés no chão são importantes, os que têm a cabeça nas estrelas são talvez ainda mais importantes…mas os Homens que são suficientemente grandes para terem os pés no chão e a cabeça nas estrelas…são os Homens imprescindíveis. As galáxias activas têm os seus braços a espiralar em torno de um imenso buraco negro central…assim é Lisboa pois há um sorvedouro de vida no seu âmago.O centro está letárgico, saturado de edifícios vazios, em ruínas, podres, carunchosos, feios e a feder ao amoníaco da urina e dos dejectos de outras tantas vidas arruinadas que albergam. As telhas partidas, portas e janelas entaipadas tornam os prédios devolutos cegos e horríveis. Abandono, buracos, o zumbir de carros que passam mas não ficam, o silêncio ao fim da tarde na baixa a lembrar que já não há crianças no centro de Lisboa. Depois há incêndios, degradação… e uma certa falta de alma a mecanizar a pseudo eficiência do centro da capital…pois é a capital de Portugal. Tem que ser assim? Não há nada a fazer…é o sistema. Mentira, haja imaginação, força, tenacidade e boa vontade e Lisboa voltará a brilhar entre as mais belas cidades do mundo. Como, vamos seguir o ditame de Sherlock Holmes, vamos seguir o curso do dinheiro. Uma das causas principais do mal que assola Lisboa, assim como outras cidades portuguesas, é o facto da especulação imobiliária tornar muito rentável possuir edifícios vazios em zonas nobres das cidades…são dinheiro em caixa e a valorizar a cada segundo que passa, mais do que quase todas as outras possibilidades de investimento e sem dar trabalho nem moléstia alguma… e se houver um incêndio? Melhor ainda, tudo será mais fácil na câmara e irá acelerar o lucro brutal. ![]() O que se poderá fazer? Para começar taxar de forma crescente em função do tempo de inactividade os edifícios vazios ou que não fizerem prova, a inspeccionar, de utilização do seu espaço útil. Ora isto além de prover a Câmara Municipal de uma nova fonte de proventos tornará menos lucrativo possuir prédios parados por mais apetecíveis que sejam as zonas. Para não massacrar os proprietários e dar-lhes, ao mesmo tempo, uma saída, poderão ser atribuídos benefícios fiscais a quem arrende a preços controlados os imóveis…por exemplo a jovens casais em busca da primeira habitação, estudantes e criativos, etc. Mas os edifícios estão a cair, estão uma lástima, não têm condições para albergar pessoas. Pois é, mas aqui já estão a ser adoptadas algumas medidas inteligentes que podem ser incrementadas de forma exponencial: a realização de obras coercivas de modo a reabilitar a funcionalidade e a finalidade dos prédios em questão, o dinheiro das rendas e respectiva multa por falta de funcionalidade do imóvel em sua posse, reverterá mais uma vez para a Câmara Municipal e assim esse dinheiro porá a bola de neve a rolar. Outra coisa a fazer poderá ser manter a fachada de alguns prédios de bonita traça e por dentro fazer silos em altura para automóveis de residentes. Solução há muito adoptada em Oslo, Estocolmo…Mas é preciso muito dinheiro e mão-de-obra para fazer isso e as obras camarárias actuais já saturam o orçamento e a capacidade construtora. Uma forma de contornar esse problema e de desanuviar a grave crise de emprego que assola o país é propor um salário um pouco maior do que o subsídio de desemprego e prioridade na abertura de vagas, para quem queira ter um contributo útil enquanto aguarda melhores dias. Assim, os cidadãos atingidos pelo flagelo do desemprego mantêm-se activos, numa perspectiva de integração e de elevado nível de auto-estima pela grande utilidade da sua prestação… a ver se não haverá candidatos…querem apostar? Outra questão que é uma hipocrisia monumental em Lisboa é a funcionalidade da rede de transportes. Pois não funciona de forma integrada, é caótica, com horários diria quase aleatórios. Este sistema oferece tanta confiança e é tão funcional que, apesar dos insistentes convites da classe política para a sua utilização, não vemos os políticos a utilizar a rede de transportes…belo exemplo, não é? …Vamos de carrinho nem que seja um trajecto de 500 metros. Claro que a rede melhorou…estão muitos a pensar, pois, mas antes quantos milhares de cidadãos vivam mais perto do centro? Quantas horas, em média, passam os lisboetas dentro dos transportes colectivos ou próprios? Pois não haviam pensado nisso, pois não?A cidade continua a afastar-se do centro e as melhorias, reais, introduzidas não suplantam o excedente incremental de transportes a efectuar. Outra questão absolutamente medíocre e sórdida, num país em que o turismo é fundamental na balança de pagamentos, é a absoluta parvoíce da estrutura de transportes para o aeroporto... e com o metro em expansão e a passar ali tão perto. Eu já ouvi as desculpas e as explicações…pura areia para os olhos. Acham mesmo que é assim tão fácil manipular tudo e todos?... Já viram outras cidades europeias? É que nem precisam de ser capitais…esta situação é ridícula e relativamente fácil de resolver. Um erro monumental e perigoso para a cidade prende-se com a recente deslocalização de várias universidades para os arrabaldes a pretexto da funcionalidade e integração dos campus universitários. Mas não se apercebem? As universidades são de alguma forma a alma e o espírito da cidade…está-se a transplantar o coração e o cérebro de Lisboa para os pés ou ainda mais longe do que isso… é estúpido e degradante. Lá vêm com certeza agora os argumentos tecnocratas da rentabilidade das instituições e tal e coisa…e se lhes respondermos: mas estão a vender chouriços? Estão habituados a lidar com cegos… é muito fácil arrolar argumentos que cilindram estas belas contabilidades… as quais devem ser do mesmo teor das que geraram a insuportável crise que vivemos. Se calhar, esta deslocalização das universidades deve ser fruto de haver falta de espaço livre no centro das cidades… pois já estão a ver, voltamos ao mesmo problema da especulação imobiliária no centro das cidades… Este é mesmo um busílis a resolver. A questão do aquecimento global parece que finalmente acordou a entorpecida opinião pública, já são capa de revista as últimas conquistas da técnica no intuito de reduzir os gases de estufa… muito bem. Mas já pensaram que a forma errada como evoluiu a cidade obriga a que centenas de milhares de carros estejam no pára-arranca durante horas todos os dias?... Imaginem o dano causado. É pouco ecológico morar longe do trabalho. Além disso é pouco humano roubar uma parcela significativa da vida no estupor dos engarrafamentos a milhões de cidadãos a percorrer todos os dias o “túnel” entre a casa e o trabalho. Todos os dias vão descarregar os filhos nos depósitos de filhos, com pena de não passarem tempo de qualidade com eles, mas sem alternativa… Que sociedade queremos construir? …Somos muito importantes e sábios com grandes carreiras… mas os nossos filhos estão sozinhos, não são o reflexo de nós, e é esse reflexo o legado mais importante que deixamos para o futuro. Os casamentos actuais redundam em alguns amplexos furtivos, sem tempo para cumplicidades e construir intimidades… o resultado, o esperado divórcio e o desestruturar das famílias…então para que serve o sucesso… parece haver uma grande inversão de prioridades. A cidade são as pessoas… é preciso tratá-las bem, gerar condições para que possam ganhar a vida, possibilitar o tempo de lazer, o direito à preguiça… que é a antecâmara da criatividade. Mas, por sua vez, os cidadãos também devem assumir mais responsabilidade sobre a vida urbana…mesmo nas pequenas coisas, nos detalhes, nos pormenores. A melhor maneira de ensinar os outros, ou de passar uma mensagem… é com o nosso exemplo… palavras leva-as o vento. Principalmente se a sociedade civil se estruturar bem entre si e tiver boas formas de comunicação interna… como sejam todas as formas de associativismo civil e cooperativo. ![]() É possível a génese de uma política social…pelo menos a nível autárquico. Mas cada habitante conta e deve ser um activo construtor de cidadania. Se assim fosse talvez vivêssemos numa democracia mais salubre e sem a actual vergonhosa comunicação social do diz que disse, da calúnia e da escuta de conversas de café…deplorável e ultrajante. Talvez pensem: que podemos nós, “eles” têm a faca e o queijo na mão. Mas já se aperceberam do poder incomensurável que todos nós temos quando estamos em frente de uma máquina registadora? Temos o poder de mudar o mundo… mudar políticas, mostrar um cartão amarelo ou vermelho a companhias e empresas de comportamento duvidoso ou pernicioso. Podemos e até devemos ser de alinhamentos políticos diferentes, desde que a ética seja a nossa nação, teremos sempre um enorme denominador comum. As associações de consumidores podem exigir produtos com certificação de respeito pelos direitos humanos e dos trabalhadores na produção …não esqueçamos que a produção sem ter em conta os direitos das pessoas fica muito mais barata… por isso quando comprámos algo sem responsabilidade e só porque é mais barato, estamos em negação com os princípios civilizacionais que construíram a Europa ou, de forma mais ampla, o mundo ocidental. Além do que o barato pode sair muito caro, com as fábricas locais a fechar e por aí fora. Outra coisa que urge fazer é aplicar uma taxa de carbono aos produtos de consumo, ou seja aplicar uma taxa em função da quantidade de dióxido de carbono dispendido na produção e no transporte dos bens de consumo. Este é um tema muito “quente” na política europeia actual, apesar do recente desaire no recuo da sua implementação pela França, há poucos dias atrás… há políticos que só são ecologistas quando dá jeito… os princípios foram ao fundo e os ideais andam muito esquecidos… o que lhes diriam as suas velhas mães se os vissem? A taxa de carbono além da consequência directa na protecção ambiental, tem o condão de estimular o consumo local, proteger as pequenas e médias empresas locais, além de forçar o incremento dos direitos humanos noutros povos que o esquecem e atropelam para produzirem mais barato…seremos nós somente consumidores com um funil na boca… ou temos livre arbítrio? Lisboa é linda, mas precisa de nós… nós que somos Lisboa. ![]()
|
Portugal








As galáxias activas têm os seus braços a espiralar em torno de um imenso buraco negro central…assim é Lisboa pois há um sorvedouro de vida no seu âmago.
Outra coisa a fazer poderá ser manter a fachada de alguns prédios de bonita traça e por dentro fazer silos em altura para automóveis de residentes. Solução há muito adoptada em Oslo, Estocolmo…
Claro que a rede melhorou…estão muitos a pensar, pois, mas antes quantos milhares de cidadãos vivam mais perto do centro? Quantas horas, em média, passam os lisboetas dentro dos transportes colectivos ou próprios? Pois não haviam pensado nisso, pois não?

